quarta-feira, 23 de abril de 2008

Distribuição de Renda

O surgimento da propriedade privada deu início a desigualdade na distribuição de renda, que só aumentou e perdura até hoje.

Na Idade Média essa má desigualdade chegou ao nível em que se alguém nascesse pobre iria passar o resto da vida nessa condição, assim como seus descendentes.Os nobres tinham todo o dinheiro dos impostos, que poderiam aumentar quando eles quisessem, alem de ser impossível que um nobre ficasse pobre, pois alem dessas vantagens eles receberiam ajuda do rei caso necessitassem. A igreja sendo a maior senhora feudal da época, possuía muito dinheiro proveniente de dízimos e detinha poder sobre a maior parte dos conhecimentos da época, já que poucos além dos padres sabiam ler ou escrever. Com o passar do tempo, e a política do mercantilismo, as riquezas ficaram mais concentradas, uma vez que os reis consideravam que um país rico era aquele que possuísse mais metais preciosos, esses metais seriam adiquiridos com uma balança comercial favorável(mais exportação e menos importação), como exemplo podemos citar a França do séc. XVI, em que maior parte das moedas de ouro eram cunhadas com ouro do Brasil.
Esse conceito de distribuição de renda é totalmente o posto ao conceito apresentado por Marx e Engels que propuseram que toda a riqueza fosse dividida igualmente e que todos tivessem os mesmos direitos e deveres. Já John Lock acreditava que todos os homens são iguais e que a cada deverá ser permitido agir livremente desde que não prejudique nenhum outro, ou seja todos devem ter os mesmos direitos, deveres e oportunidades, mas eles serão recompensados de acordo com a sua competencia, tendo como objetivo o bem comum.
Atualmente, apesar de alguns avanços, a distribuição de riquezas no mundo continua muito ruim. Principalmente entre os países periféricos.







“ O certo é que nesta jaula há os que têm
e que não têm há os que têm tanto que sozinhos poderiam alimentar a cidade e os que não têm nem para o almoço de hoje “

GULLAR, Ferreira. Dentro da noite veloz


Nessa charge vemos como algumas pessoas encaram o problema da má distribuição de riquezas. Acham que apenas dar uma esmola para quem pede na rua é o suficiente, mas não entendem que não estaram lá todo o dia para ''ajuda-lo'' e que isso não resolve o problema de todos.







Mesmo o Brasil tendo entrado para o ranking de países de alto desenvolvimento humano, podemos perceber que ainda há um longo caminho a percorrer.









Os 20 países mais ricos do mundo, de acordo com as cifras do Produto Bruto Interno do Banco Mundial sobre todas as nações do mundo são:
EUA - 13,2 trilhões de dólares
Japão - 4,3 trilhões de dólares
Alemanha - 2,9 trilhões de dólares
China - 2,7 trilhões de dólares
Grã-Bretanha - 2,34 trilhões de dólares
França - 2,23 trilhões de dólares
Itália - 1,84 trilhões de dólares
Canadá - 1,25 trilhões de dólares
Espanha - 1,22 trilhões de dólares
Brasil - 1,06 trilhões de dólares
Rússia - 986,94 bilhões de dólares
Índia - 906,26 bilhões de dólares
Coréia do Sul - 888 bilhões de dólares
México - 839,18 bilhões de dólares
Austrália - 768,17 bilhões de dólares
Holanda - 657,59 bilhões de dólares
Turquia - 402,71 bilhões de dólares
Bélgica - 392 bilhões de dólares
Suécia - 384,92 bilhões de dólares
Suiça - 379,75 bilhões de dólares


No Brasil, apesar de possuir o 10º maior PIB do mundo, não vemos toda esse dinheiro bem distribuido na mão do povo, o que mostra não ser necessário apenas riqueza para que num país todos tenham acesso à um mínimo necessário para sobreviver. Na Suécia, que esta localizada em 19ª na lista, temos uma situação de muito menos capital que o Brasil e um imposto de renda que arrecada 40% do salário do trabalhador, mas há uma divisão desses valores, de modo que o país possui ótimos hospitais e escolas públicas.

Nenhum comentário: